quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Neutralidade
Trazendo-nos à lembrança os anjos neutros, descritos na Divina Comédia, essas criaturas que o Céu expulsa e o Inferno se recusa a hospedar – visto não terem tomado partido nem por Deus nem por Lúcifer –, Allan Kardec refere existir uma classe de espíritos, obviamente imperfeitos, a que chama espíritos neutros. Caracteriza-os o estranho facto de não serem suficientemente bons para fazerem o bem nem suficientemente maus para fazerem o mal. Moralmente falando, eles nem atam nem desatam. Todavia, quer o mal e o bem se definam pelas intenções, quer pelas consequências, quer pela conjugação de ambas as coisas, possuir a insólita competência de nunca praticar nem um nem outro deve exigir um tal equilíbrio que talvez estejamos perante uma classe vazia.
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