sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Apagar
Tantos ficheiros inúteis se acumulam no computador, à semelhança do que sucede com escusados reflexos na memória, que a determinada altura o imperativo é apagar, extinguir, eleger o nada, rumar ao esquecimento. A máquina, então, ganha mais espaço; conquista o espírito maior vazio. O fim do dia gera a noção de terem valido a pena o esforço de afastar o entulho, o labor de dissolver o supérfluo e a valentia de abolir imagens – mesmo se a vacuidade vier a coincidir, por ironia, com formas ancestrais da plenitude.
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