sexta-feira, 19 de julho de 2019

Memórias de adultez

Há vários casos documentados. O mais recente é o do filho de quatro anos de um apresentador de televisão australiano, que diz ser a reencarnação da princesa Diana. Admitamos que a tese corresponde à realidade. Fica então a dúvida de saber se uma criança com memórias de quando, numa vida passada, foi adulta continua a ser criança ou se é um adulto em miniatura. Porém, substituindo a relação de identidade pela de inclusão, deduz-se que, se o adulto contém em si a criança que foi, também a criança pode conter em si o adulto que se supõe ter sido. Seja como for, e voltando ao caso em análise, não deve usufruir de infância doce um miúdo que, aos quatro anos, já não crê no amável Pai Natal, nem na felicidade das princesas, nem na polivalência das cegonhas.

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