quarta-feira, 17 de julho de 2019

Eterna repetição

«Se todo o tempo é eternamente presente / Todo o tempo é irredimível», escreveu T. S. Eliot. Por outras palavras: se tudo se encontra já aqui e agora, nada há que possa ser salvo ou, inclusive, que precise de o ser. Desta forma, a história fica privada de um sentido e consistirá apenas numa repetição que indefinidamente se repete, sem que um evento originário – explosão ou algo similar – a tenha posto em marcha e sem que um ponto final encerre o texto cósmico. Chamar-se-á a isto «eterno retorno». Mas será mais compreensível dizer (não obstante a entorse gramatical) que hoje se repetirá o que ontem se repete e o que amanhã se repetiu.

2 comentários:

  1. Simples assim. Pena que não entra na nossa cachola rsrsrs

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    1. A mente implica uma temporalidade linear, da qual nunca se liberta. Deve, pois, haver uma faculdade supra-mental, capaz de intuir o eterno. Na dúvida, ter-se-á de jogar com os tempos verbais...

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