quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O ABSURDO

     Há cem anos, Albert Camus entrou num mundo «privado de ilusões e de luzes». Estrangeiro de alma, acabaria por reconhecer que a vida é absurda. Tal conclusão mostra-se promissora: livra-nos da maçada de perguntar pelo sentido último e pelas causas primeiras. Ironicamente, no interior da lúcida revolta, não caminhamos sós: «Um homem que se torna consciente do absurdo fica-lhe ligado para todo o sempre.» Se preferirmos, até que a morte os separe. Ou os una em definitivo.

2 comentários:

  1. Olá!
    Pois, por muito que se possa crer na relação causa-efeito a aplicar na vida, e se calhar até pode haver excepções, os factos darão razão a Camus, que há o absurdo, e assim dependemos da sorte.
    Dá-me para ser solidaria com Camus, e nada mais nós resta de como ele, aligeirar quando a vida pesa!

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    1. O problema do absurdo é mesmo o facto de ser demasiado persistente.

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