sábado, 5 de outubro de 2013

NADA DE NOVO

     Aparentemente, Descartes caiu num círculo: por um lado, tinha a ideia clara e distinta de Deus, com que provou a sua existência; por outro, necessitava que Deus existisse para garantir a verdade da ideia clara e distinta que tinha dele. O problema reside no facto de, neste caso, os pensamentos deslizarem sobre palavras como dedos sobre o ecrã de um tablet: afastam-se e aproximam-se, ampliam e reduzem, arrastam e esperam, mas nada de novo acrescentam ao texto.

2 comentários:

  1. Ahhh, mas o pensamento eleva-nos desse circulo...
    Há quem lhe chame fé...

    A grande questão convencer outros de uma "verdade" que provenha do pensamento, Essa é que é a grande questao...

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    1. A fé é sempre outra história. Descartes sabia disso, mas preferiu calar-se.
      :)

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