terça-feira, 8 de outubro de 2013

INFORMAÇÕES INICIAIS

       Aporta um professor a nova escola. Informam-no de que vai receber uma turma complicada, mas que se trata de um desafio. Preferindo que o deixem em paz, desconhecedor ainda das práticas pedagógicas que fazem ver em cada aluno um diamante a facetar, o docente responde que dispensa semelhantes desafios. Não lhe fica bem. Confrontado com a realidade, descobre que «turma complicada» exprimia um eufemismo e que o tal «desafio» dizia respeito à sua capacidade de sobrevivência psíquica.

4 comentários:

  1. :( ... I'm sorry...; inimaginável, ser professor do secundário, nestes tempos insanes. Não consigo abarcar o padecer de tantas almas por este país fora, sob conjunturas tremendas, a aturarem alimárias como as que agora pululam por aí. Não compreendo as famílias que lhes não transmitem a formação básica, não percebo os próprios, tantas vezes mais bichos do que estes.
    Na verdade, quando alguns saem deste quadro preocupante e generalizado, maravilham-me, mas 'no meu tempo', era um ou outro, os que considerávamos "ovelhas tresmalhadas", agora esquisito é ser educado, estudioso e decente. Entre outros pormenores.
    Tenho um dó imenso dos professores destes miúdos, tenho pena destas gerações esgroviadas, das quais pouco se aproveitarão e lamento que uma nação permita semelhante desperdício.
    Estou solidária com todos os que "dispensam semelhantes desafios" -a escola não é para educar meninos, é para transmitir conhecimento, para formar. Educar é em casa, mães e pais de Portugal: 'acordem', caraças! Arre!

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  2. Eu sempre defendi que as "canas da india" deveriam continuar a marcar presença nas salas de aulas.
    Com toda a certeza que o respeito dava logo ares da sua graça...

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    1. O problema é que se parte do princípio de que os senhores professores têm de desenvolver estratégias de domesticação diplomática.
      :)

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