segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O SER

             Segundo Parménides, o Ser – que não se reduz a entidades vivas, ideias gastas ou pipocas estaladiças, antes engloba a totalidade do que existe – encontra-se imóvel. Movimento e pluralidade constituem ilusões dos sentidos. Movo-me de carro enquanto reflicto sobre tais ilusões. Concluo que nunca o Imóvel – que é igualmente o Uno – conseguiria gerá-las se não se movesse também. Paro entretanto: um indivíduo parece querer atravessar a passadeira. Parece, mas nem sequer se move. Eis o Ser de Parménides.

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