domingo, 29 de setembro de 2013

O ELEITOR DE ARQUÉTIPOS

       Amigo de dois políticos que eram adversários e se iam submeter ao escrutínio popular, a ambos prometeu, secretamente, o voto. Não lhes mentiu. Sendo platónico, acreditava na existência de Formas matemáticas eternas. No boletim, colocou metade da cruz num quadrado e a metade complementar no outro, esperando a união das duas no Quadrado absoluto, em pleno mundo inteligível. Talvez o desejo se tenha cumprido: nenhum dos dois candidatos venceu. Havia um terceiro – que atraía gente menos idealista.

2 comentários:

  1. Um sorriso ao teu texto, vindo do interior de uma alma também platónica...

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