sábado, 31 de agosto de 2013

PALAVRAS

        Tomás de Aquino deixou mais de oito milhões de palavras. Imaginemos uma tradução d’A Montanha Mágica, de Thomas Mann, e multipliquemo-la por vinte e quatro. Extenuante cordilheira! Perto do fim, o santo terá tido uma visão que o levou a afirmar que tudo quanto escrevera lhe parecia palha. Dolorosa ironia! Há filósofos que necessitam de forjar muita prosa – e ainda de visões sobrenaturais – para extrair uma conclusão que um aluno medíocre do secundário atinge sem qualquer esforço.

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