quarta-feira, 24 de julho de 2013

O MELHOR E O PIOR

      Apoiando-se nos supremos atributos do Criador, Leibniz achava que vivemos no melhor dos mundos possíveis. Ao invés, baseando-se na ideia de que, se fosse ligeiramente pior, o mundo deixaria de existir, Schopenhauer pensava que vivemos no pior dos possíveis mundos. No entanto, talvez nunca o melhor dos mundos originasse um Schopenhauer que visse nele o pior, nem o pior gerasse um Leibniz que visse nele o melhor. Há teses que parecem ter nascido para mutuamente se anularem.

2 comentários:

  1. Olá!
    Acho graça, isso dos "supremos atributos do criador", mas como descobri recentemente que por instinto acredito no criador, a ter de escolher eu voto no melhor dos mundos. E assim, teria de nele existir Schopenhauer, pois, só reconhecemos o bem por conhecer o mal, quero dizer, por comparação!

    Continuação de bons escritos!
    Sorriso!

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    Respostas
    1. Sim, se Schopenhauer não existisse, alguém teria de o inventar, mesmo no melhor dos mundos. Para o que desse e viesse.
      :)

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